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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
 

Espionagem durante a Guerra Fria

Durante a guerra fria, departamentos de inteligencia em ambos os lados do conflito trabalharam para reunir o máximo de informações possível sobre as potencialidades e inteções do seu oponente. De 1955 a 1985, diversas embaixadas americanas ao redor do mundo foram espionadas com dispositivos de escuta. Inicialmente microfones com fio e transmissores de rádio frequência. Equipes de engenheiros especialmente treinados foram designados a encontrar esses dispositivos, portando equipamentos especiais próprios para encontrar "Bugs". Os exemplos citados a seguir foram utilizados pelo Departamento de Inteligência do Departamento do Estado Norte Americano durante a guerra fria. Também ilustraremos microfones com fio e alguns modelos de transmissores recuperados durante esse período.

MICROFONE MAGNÉTICO
Durante a guerra fria, diversos microfones similares a esse foram encontrados nas embaixadas norte americanas no leste europeu. O comprido tubo de madeira acoplado ao microfone permitia que o mesmo fosse introduzido em paredes, captando conversas através de uma minuscula abertura no final do tubo.
MULTÍMETRO SIMPSON
Na busca de microfones, engenheiros examinavam toda a fiação telefônica a procura de alterações na voltagem que possivelmente indicariam indicariam que aquele fio estava sendo utilizado para alimentar microfones. Outros fios transportavam o sinal produzido pelo microfone. Extremamente robusto, multímetros com um visual pouco atraente como o Simpson 260 foram utilizados para analizar fiações e fazer medidas.
AMPLIFICADORES DE ÁUDIO
Se um par de fios da linha telefônica apresentava uma voltagem suspeita, era de suma importancia saber se realmente havia vozes sendo trasmitidas pela linha e de quem eram aquelas vozes. Este equipamento ajudava os engenheiros a localizar o microfone. Amplificadores de áudio como esses eram utilizados para captar e ouvir os sinais, mesmo quando eram extremamente fracos.
TRANSMISSORES CLANDESTINOS
Durante a Guerra Fria, vários tramissores de instalação rápida foram encontrados em embaixadas americanas no leste europeu e na Africa. Naquela época, quando praticamente toda a mobilia dos escritórios nas embaixadas era feita de carvalho, os tramissores eram embutidos em pedaços de madeira que se pareciam muito com o móvel ao qual eles eram acoplados. Um serviço de inteligencia estrangeiro através de um agente infiltrado, geralmente um empregado da limpeza, acoplava os supostos pedaços de mandeira ao mobiliário.

Vários desses transmissores possuiam pequenas hastes pontiagudas nas extremidades permitindo ao agente infiltrado retirar o equipamento do bolso e rapidamente fixa-lo embaixo de mesas, estantes enquanto as limpava.

Numa determinada ocasião, um embaixador americano estava recebendo alguns convidados em sua sala particular. Durante o jantar ele apoiou uma garrafa grande de champanhe em um móvel de canto, imediatamente um bloco de madeira caiu da parte de baixo do móvel ao chão. Reconhecendo o pedaço de madeira como um tramsmissor, o embaixador o chutou para baixo do móvel e aguardou até que os convidados se retirassem. Após esse fato inusitado diversos engenheiros requisitaram sua própria garrafa de champanhe para utilizar a mesma técnica.

Continua...





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