Espionagem durante
a Guerra Fria
Durante a guerra fria, departamentos
de inteligencia em ambos os lados do conflito trabalharam
para reunir o máximo de informações
possível sobre as potencialidades e inteções
do seu oponente. De 1955 a 1985, diversas embaixadas americanas
ao redor do mundo foram espionadas com dispositivos de escuta.
Inicialmente microfones com fio e transmissores de rádio
frequência. Equipes de engenheiros especialmente treinados
foram designados a encontrar esses dispositivos, portando
equipamentos especiais próprios para encontrar "Bugs".
Os exemplos citados a seguir foram utilizados pelo Departamento
de Inteligência do Departamento do Estado Norte Americano
durante a guerra fria. Também ilustraremos microfones
com fio e alguns modelos de transmissores recuperados durante
esse período. |
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MICROFONE
MAGNÉTICO
Durante a guerra fria,
diversos microfones similares a esse foram encontrados
nas embaixadas norte americanas no leste europeu. O
comprido tubo de madeira acoplado ao microfone permitia
que o mesmo fosse introduzido em paredes, captando conversas
através de uma minuscula abertura no final do
tubo. |
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MULTÍMETRO SIMPSON
Na busca de microfones, engenheiros examinavam toda
a fiação telefônica a procura de
alterações na voltagem que possivelmente
indicariam indicariam que aquele fio estava sendo utilizado
para alimentar microfones. Outros fios transportavam
o sinal produzido pelo microfone. Extremamente robusto,
multímetros com um visual pouco atraente como
o Simpson 260 foram utilizados para analizar fiações
e fazer medidas. |
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AMPLIFICADORES DE ÁUDIO
Se um par de fios da linha telefônica apresentava
uma voltagem suspeita, era de suma importancia saber
se realmente havia vozes sendo trasmitidas pela linha
e de quem eram aquelas vozes. Este equipamento ajudava
os engenheiros a localizar o microfone. Amplificadores
de áudio como esses eram utilizados para captar
e ouvir os sinais, mesmo quando eram extremamente fracos. |
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TRANSMISSORES CLANDESTINOS
Durante a Guerra Fria, vários tramissores de
instalação rápida foram encontrados
em embaixadas americanas no leste europeu e na Africa.
Naquela época, quando praticamente toda a mobilia
dos escritórios nas embaixadas era feita de carvalho,
os tramissores eram embutidos em pedaços de madeira
que se pareciam muito com o móvel ao qual eles
eram acoplados. Um serviço de inteligencia estrangeiro
através de um agente infiltrado, geralmente um
empregado da limpeza, acoplava os supostos pedaços
de mandeira ao mobiliário. |
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Vários desses
transmissores possuiam pequenas hastes pontiagudas nas
extremidades permitindo ao agente infiltrado retirar
o equipamento do bolso e rapidamente fixa-lo embaixo
de mesas, estantes enquanto as limpava. Numa determinada ocasião,
um embaixador americano estava recebendo alguns convidados
em sua sala particular. Durante o jantar ele apoiou uma
garrafa grande de champanhe em um móvel de canto,
imediatamente um bloco de madeira caiu da parte de baixo
do móvel ao chão. Reconhecendo o pedaço
de madeira como um tramsmissor, o embaixador o chutou para
baixo do móvel e aguardou até que os convidados
se retirassem. Após esse fato inusitado diversos
engenheiros requisitaram sua própria garrafa de champanhe
para utilizar a mesma técnica.
Continua... |
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